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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Antes e depois: Edifício da Av. Central na esquina da Rua da Assembleia sobreviveu ao tempo


Na montagem vemos o mesmo edifício no início do século XX, nos tempos áureos da Av. Central (atual Av. Rio Branco) e hoje, em 2017, descaracterizado e cercado por edifícios altos. 

Localizado nos números 155, 157 e 159, o pequeno edifício projetado por Maximilian Emil Hehl e pertencente à Santa Casa de Misericórdia, abrigou o jornal A Imprensa (foto à esquerda) e nos anos 70 foi alterado, perdendo parte de seu corpo original - dois três frontões só dois sobreviveram. Já o prédio ao lado foi completamente descaracterizado. 


Na imagem acima vemos o mesmo edifício na ocasião da construção da avenida. Notem que os prédios da última quadra ainda estão sendo construídos, como o Museu Nacional de Belas Artes, Theatro Municipal, a Biblioteca Nacional, o Theatro Municipal e o Centro Cultural da Justiça Federal, antigo Supremo Tribunal Federal. Ao fundo vemos o Morro do Castelo, que, naquele momento, já tinha tido uma parte demolida para ganho de terreno do prédio da Biblioteca Nacional. 


  
Na imagem acima vemos o edifício em questão e o Morro do Castelo ao fundo, além de prédios da Rua da Assembleia que não existem mais, como o Recolhimento do Parto. 


Já na foto acima e nas duas debaixo, de junho de 2017, vemos o mesmo edifício nos dias de hoje, cercado por prédios altos.

Este é um dos 10 edifícios originais que sobreviveram da Av. Central. Os outros são: Hotel São Bento, Banco Central (antiga Caixa de Amortização), antiga sede da Cia Doca de Santos, antigo Bar Simpatia, Clube Naval, Theatro Municipal, Museu Nacional de Belas Artes, Biblioteca Nacional e Centro Cultural da Justiça Federal (antigo Supremo Tribunal Federal).





Fotos recentes: Leo Ladeira. 

 





quinta-feira, 22 de junho de 2017

Remanescente da primeira geração de edifícios da Av. Rio Branco (antiga Av. Central)


Num dos cruzamentos mais movimentados da Avenida Rio Branco se vê este "sobrevivente" (na verdade, metade dele) da primeira geração de prédios da antiga Avenida Central, em meio a todos os edifícios modernos e não tão elegantes! De estilo eclético, o edifício de três pavimentos ainda conserva vários de seus traços originais, como a decoração em ferro acima dos elementos da fachada e outros elementos decorativos. No início do século passado, nele funcionava o jornal A Imprensa. Avenida Rio Branco, esquina com Rua da Assembleia.
 
📷 : Alexandre Siqueira.



Fachada do prédio da antiga sede da Companhia Docas de Santos no Rio de Janeiro


O prédio da antiga sede da Companhia Docas de Santos no Rio de Janeiro (atual sede da 6ª CR do IPHAN) é remanescente da primeira geração de edifícios da Av. Central e destaca-se por sua fachada ornamentada com motivos náuticos. Projetado em estilo eclético pelo arquiteto paulista Ramos de Azevedo (mesmo autor do Teatro Municipal de São Paulo) e construído pela empresa Antonio Jannuzzi e Irmãos, foi inaugurado em 1908. Na fachada de granito do tipo pedra-de-galho vemos belíssimo trabalho de cantaria. Está localizado no número 46 da Avenida Rio Branco.
 
Foto: Leo Ladeira.



sábado, 17 de junho de 2017

Interior da Igreja de São Francisco da Prainha, na Saúde


A nave da Igreja de São Francisco da Prainha (Adro de São Francisco, s/n, Saúde) em domingo de batizado. Simples e bela, a igreja em estilo barroco do século XVIII foi restaurada há dois anos e é uma das relíquias históricas da Cidade. A visitação ocorre das 9h00 às 11h30 e das 13h00 às 16h00, de segunda à sexta.
 
Foto: Alexandre Siqueira.


Café do Bom Cachaça da Boa, em sobrado histórico da Rua da Carioca


Em um belo sobrado histórico da Rua da Carioca 10 funciona desde 2003 o Café do Bom Cachaça da Boa, um charmoso misto de bistrô, bar e café. O estabelecimento está instalado em um espaço que exala história: O edifício foi projetado por Adolfo Morales de Los Rios (mesmo autor dos prédios do Museu Nacional de Belas Artes e do Centro Cultural da Justiça Federal, entre vários outros projetos) e abrigou durante décadas o Restaurante Brasil. Em 1987 o imóvel foi ocupado pela Livraria Antiqualhas Brasileiras, que há poucos anos foi transferida para o segundo andar, deixando o primeiro pavimento para funcionamento da cafeteria/cachaçaria. 2ª a 6ª: 11h às 20h. Sábados: 11h às 14h.
 
Foto: Leo Ladeira.




Escadaria do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ (IFCS)


Escadarias históricas totalmente em madeira são elementos raros na Cidade hoje em dia. Esta da foto, bela e bem conservada por sinal, se encontra dentro do prédio histórico de fachada neoclássica que abriga o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ, o famoso IFCS, no Largo de São Francisco, Centro.
 
Foto: Alexandre Siqueira.


Ed. Curitiba, na Urca, exemplar do art déco na cidade


O bairro da Urca, na Zona Sul do Rio, concentra exemplares representativos do estilo Art Déco. Um destes é o Edifício Curitiba, projetado em 1944. No prédio de seis andares destacam-se a bela portaria e o trabalho de serralheria nos portões de acesso, com motivos marajoara. Internamente chamam também a atenção as luminárias e a escadaria art déco. Está localizado à Av. Portugal, 502, com uma vista magnífica da Baía de Guanabara.
 
Foto: Leo Ladeira.



Real Gabinete Português de Leitura após restauração da fachada e interior (2017)


O Real Gabinete Portuguez (grafado como na fachada) de Leitura finalmente concluiu sua restauração e está "novinho em folha" à espera de sua visita. Erguido na década de 80 do século XIX, o edifício em estilo neomanuelino evoca a exuberância do estilo gótico-renascentista. Sua fachada em pedra de lioz foi trabalhada em Lisboa e transportada de navio para o Rio. As 4 estátuas que a adornam (a foto só capturou duas delas) retratam Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Infante D. Henrique e Vasco da Gama. Segundo a revista Time, o Gabinete é uma das 20 bibliotecas mais lindas do mundo, ficando na 4ª posição (2014). Rua Luís de Camões, 30 - Centro.
 
Foto: Alexandre Siqueira.