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sábado, 23 de dezembro de 2017

Casario da SAARA, tradicional região de comércio da Cidade


A SAARA (Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega) é tradicional região de comércio da Cidade associada a épocas festivas do ano, como o Carnaval e o Natal. É com esse registro fotográfico do casario histórico da Rua Senhor dos Passos feito na última quinta-feira que a Olhos de Ver entra em recesso de fim de ano e deseja a todos os que curtem e seguem nossa página um Feliz Natal e um Ano Novo pleno de Paz, Amor, saúde, harmonia, bênçãos e realizações. Nos vemos em 2018! Até lá!
🎅🤶👼💝🍾🥂🎄🎍🎁
 
Foto: Alexandre Siqueira.



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Palácio Tiradentes após a restauração da fachada (2017)


O Palácio Tiradentes (1926) acaba de ter sua imponente fachada restaurada e está "tinindo de novo"! O prédio histórico deu lugar ao antigo edifício do Parlamento Imperial, onde também funcionou a chamada "Cadeia Velha", que teve como prisioneiro por 3 anos o próprio Tiradentes. Após abrigar o Senado da Câmara no século XVIII, o alojamento para a criadagem da Casa Real quando da chegada da Família Real em 1808, a sede da primeira Assembleia Geral Constituinte do Brasil, a Câmara dos Deputados, o Departamento de Imprensa e Propaganda (o DIP do Estado Novo) e a Assembleia Legislativa do Estado da Guanabara (de 1960 a 1975), com a fusão dos Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro em 1975, o edifício passou a funcionar como a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (a ALERJ).
 
Foto: Alexandre Siqueira.




segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Busto do prefeito Pereira Passos no entroncamento da Presidente Vargas com a Rio Branco


Mirando a Av. Rio Branco encontra-se o busto do prefeito Pereira Passos esculpido em bronze por Rodolfo Bernardelli em 1913. A obra encontra-se sobre pedestal de granito de 3m de altura. O monumento foi instalado originalmente em frente ao antigo Palácio da Prefeitura, demolido na ocasião da abertura da Av. Presidente Vargas. O busto foi transferido então para a Praia de Botafogo e, em 1975, voltou para o Centro, desta vez para a Praça Pio X, no entroncamento da Presidente Vargas com a Rio Branco, considerada um dos marcos da administração do prefeito. Ao fundo vemos a Igreja da Candelária.
 
Foto: Leo Ladeira.



sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Saguão de entrada da Biblioteca Nacional


A suntuosidade do saguão de entrada da histórica e mais importante biblioteca do País, a Biblioteca Nacional, considerada pela UNESCO uma das dez mais importantes bibliotecas nacionais do mundo e a maior da América Latina. O prédio atual da Biblioteca, em reformas atualmente, foi inaugurado em 1910, há 107 anos.
 
Foto: Alexandre Siqueira.



quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Ed. Ceará, no circuito art déco de Copacabana


No circuito art déco de Copacabana encontra-se o Ed. Ceará, de 1934. A fachada teve dois acréscimos recuados (populares 'puxadinhos') em cima do coroamento original. O grande destaque é o letreiro que traz um cruzamento gráfico do nome do edifício, chamado pelo jornalista Joaquim Ferreira dos Santos de 'lettering cinematográfico'. Localiza-se à Av. Nossa Senhora de Copacabana, 209.
 
Foto: Leo Ladeira.


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Edifício histórico do Colégio Pedro II, na Avenida Marechal Floriano


Em um dos cruzamentos mais antigos do Rio, formado pela Rua Camerino (antigo Caminho do Valongo, Rua do Valongo e Rua da Imperatriz) e pela Avenida Marechal Floriano (antigas Ruas Estreita e Larga de São Joaquim, que em sua junção formaram a Avenida), ergue-se imponente o edifício histórico do Colégio Pedro II. Fundado há 180 anos completados neste 2 de dezembro, uma das mais tradicionais instituições de ensino do Brasil teve sua origem ainda no século XVIII, na fundação do Colégio dos Órfãos de São Pedro, posteriormente Seminário de São Joaquim. Em 1837, no dia de seu aniversário de 12 anos, Dom Pedro II foi homenageado com a mudança do nome do Seminário para "Imperial Collegio de Pedro Segundo". Após várias reformas até a época da República, o Colégio foi dividido em dois setores: o Internato e o Externato. O Internato funcionou a partir de 1888 onde hoje é o Campus São Cristóvão (o antigo prédio já não mais existe). O Externato permaneceu no prédio histórico de estilo neoclássico que se vê na foto.
O Colégio Pedro II de hoje ainda é referência em ensino público de qualidade, tendo tido em seu corpo docente importantes figuras históricas e em seu quadro discente, personalidades conhecidas nas mais diversas áreas de atuação.
 
Foto: Alexandre Siqueira.





terça-feira, 28 de novembro de 2017

Fachada do Edifício Santa Helena, em Copacabana


Na foto de hoje vemos a fachada do Edifício Santa Helena, à Rua Ronald de Carvalho, 132, em Copacabana. O prédio original, de 1928, foi dividido em dois: a outra portaria, a do Palacete Veiga, fica na Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Em estilo eclético, o Palacete Veiga era da família do comandante Roberto de Moraes Veiga. Em seu térreo funcionou por muitos anos o Le Bec Fin, considerado por décadas um dos melhores restaurantes do Rio e frequentado por nomes como Juscelino Kubitschek, Carlos Lacerda e Ibrahim Sued.

Foto: Leo Ladeira.



quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Três centros culturais. Três prédios históricos no Centro do Rio


Três em um: três prédios de dois diferentes estilos e três épocas distintas, mas de fundamental importância para o patrimônio histórico da Cidade.
À esquerda, em estilo eclético, o prédio do Centro Cultural Correios. Inaugurado em 1922, o edifício foi construído para sediar uma escola do Lloyd Brasileiro, mas isto não ocorreu e o imóvel foi utilizado para o funcionamento de unidades administrativas e operacionais dos Correios por mais de 5 décadas. Em 1993, após a realização de evento do calendário da Rio 92 no ano anterior, o Centro foi inaugurado oficialmente.
O prédio defronte (com entrada principal pela Rua Primeiro de Março) abriga desde 1989 o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro. De linhas neoclássicas, o imóvel teve sua pedra fundamental lançada um século antes, em 1880, num projeto de Francisco Joaquim Bethencourt da Silva e já foi sede da Associação Comercial do Rio de Janeiro, já abrigou sob sua rotunda o pregão da Bolsa de Fundos Públicos e desde 1920 pertence ao Banco do Brasil.
Por sua vez, o prédio histórico à direita da foto é o mais antigo dos três. Sob encomenda de Dom João VI a Grandjean de Montigny, o edifício é o primeiro registro do estilo neoclássico na Cidade. Foi inaugurado em 1820 como a primeira Praça do Comércio do Rio de Janeiro e após a Independência, foi transformado em Alfândega por Dom Pedro I, função que exerceu por 124 anos, até 1944. Após vários outros usos e uma restauração que atravessou a década de 80, a Casa França-Brasil foi inaugurada em 1990. Desde então, passou por novo processo de obras estruturais e restauração e, a partir de 2008, assumiu nova missão institucional e linha curatorial focadas na arte e cultura contemporâneas.
 
Foto: Alexandre Siqueira.



segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A Ladeira do Livramento, onde nasceu Machado de Assis


Neste 20 de novembro, em que se celebra o Dia da Consciência Negra, lembramos um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos, o carioca Machado de Assis, neto de escravos, e que saiu da Ladeira do Livramento (foto) e chegou à presidência da Academia Brasileira de Letras. Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 1839 no Morro do Livramento, na Gamboa. Mesmo não sendo possível afirmar com 100% de certeza, uma corrente de historiadores prega que Machado viveu até os seis anos no casarão da Ladeira do Livramento, 77, que na época integrava a chácara do senador Bento Barroso Pereira. Hoje o imóvel foi transformado em cortiço, onde várias famílias residem há décadas. A Câmara de Vereadores do Rio chegou a propor o tombamento e recuperação da casa, mas o projeto, infelizmente, nunca foi pra frente.

Foto: Leo Ladeira.


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Centro Cultural da Justiça Eleitoral em 2017


Fechado havia mais de 8 anos, o Centro Cultural da Justiça Eleitoral, à Rua Primeiro de Março, 42, reabriu as portas (parcialmente, pois o andar superior ainda se encontra fechado à visitação) e apresenta exposição sobre a mulher brasileira no processo eleitoral do País. O prédio de estilo eclético data de 1892 e foi planejado para ser a Agência Central do Banco do Brasil. Ocupado em diferentes épocas pelo STF, TSE e TRE, o prédio ainda necessita passar por minucioso restauro, mas conserva todas as suas características arquitetônicas e mantém sua suntuosidade.

Foto: Alexandre Siqueira.



domingo, 12 de novembro de 2017

Edifício sede do Banco Boavista, considerado uma das mais significativas obras de Oscar Niemeyer


No Centro do Rio convivem exemplares arquitetônicos de várias épocas e estilos. Na Praça Pio X, próximo à Candelária, encontra-se o edifício sede do Banco Boavista, considerado uma das mais significativas obras de Oscar Niemeyer na cidade. Projetado em 1946, destaca-se por elementos típicos da arquitetura moderna, como tijolos de vidro, pilotis, paredes curvas, brise-soleil de madeira regulável e dois painéis de mosaicos de autoria de Paulo Werneck na fachada.

Foto: Leo Ladeira.



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Estilos arquitetônicos diversos no Centro do Rio


Caminhar pelo Centro Histórico é se deparar com o que se vê na foto: estilos arquitetônicos distintos - e distantes no tempo - coexistindo à Rua República do Líbano. À esquerda um sobrado em estilo eclético e à direita as linhas aerodinâmicas de um singelo prédio em Art Déco.
Foto: Alexandre Siqueira.


domingo, 5 de novembro de 2017

Fachada do Edifício Heydenreich, na Cinelândia


Apesar da fachada voltada para a Cinelândia, a entrada do Edifício Heydenreich se dá pela Rua Álvaro Alvim, 24. O prédio foi construído em 1926, dentro do projeto do 'Quarteirão Serrador', empreendido pelo empresário espanhol Francisco Serrador. Em sua portaria encontra-se um belo baixo-relevo art déco e na fachada para a Praça Floriano (é preciso olhar bem pra cima) vê-se a imagem em baixo-relevo do deus do comércio, Mercúrio, com o Pão de Açúcar ao fundo.
 
Foto: Leo Ladeira.



sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Antiga residência do colecionador E. E. Betchinger, na Rua Voluntários da Pátria, 107


Casarão em estilo eclético tombado pelo Município em 1990. O prédio histórico se localiza à Rua Voluntários da Pátria, 107, em Botafogo e abriga o Centro de Ciências Jurídicas e Políticas da UNIRIO. Foi construído em 1897 para residência do colecionador de arte E. E. Betchinger, que nele residiu até 1930. Possui cercaduras e embasamento em pedra, motivos decorativos em estuque e gradis em ferro fundido. O jardim que existia em sua frente foi transformado em estacionamento. Está em bom estado de conservação.

Foto: Alexandre Siqueira.


domingo, 29 de outubro de 2017

Mosteiro de São Bento visto da Baía da Guanabara em 2017


A paisagem não é mais a mesma. De sua construção, há 427 anos, aos dias de hoje, muita coisa foi alterada na configuração de seu entorno. Mas o Mosteiro de São Bento ainda está lá: no pequeno morro que o consagrou e de onde testemunhou toda a evolução urbanística da cidade. Com a demolição da Perimetral e abertura da Orla Conde ganhamos essa visão do secular mosteiro, podendo apreciar melhor detalhes de sua arquitetura. Aqui ele aparece visto da Baía da Guanabara (em foto de 2017).

Foto: Leo Ladeira.



sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Conjunto arquitetônico do Moinho Fluminense em estado de total abandono


O conjunto arquitetônico do Moinho Fluminense, cujo funcionamento teve seu alvará assinado pela Princesa Isabel em 1887, funcionou na Gamboa até o ano passado, quando a empresa transferiu a operação de moagem de trigo - a primeira do Brasil - para o município de Duque de Caxias. A foto mostra um dos prédios do conjunto tombado em 1986 e que faria parte da revitalização da Zona Portuária dentro do Projeto Porto Maravilha, através da qual o conjunto receberia um megaempreendimento, com salas de cinema, imóveis comerciais e até um hotel. Infelizmente, porém, parece que o projeto não foi adiante e o complexo está abandonado, com as construções sendo até depredadas. Uma pena!

Foto: Alexandre Siqueira.



domingo, 22 de outubro de 2017

Placa histórica da Rua Ramalho Ortigão, Centro do Rio


Esta é para quem tem olhos de ver mesmo: placa de rua atual encimada por uma do Rio antigo. Esses contrastes são raros de se encontrar pela Cidade e este exemplar não está em bom estado de conservação, como aliás todo o imóvel, que fica na esquina da Rua da Carioca com Ramalho Ortigão.

Foto: Alexandre Siqueira.



segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Docas D.Pedro II, projetada por André Rebouças, o primeiro engenheiro negro brasileiro


Você sabia que o projeto das Docas D.Pedro II foi feito pelo primeiro engenheiro negro brasileiro, André Rebouças? Construídos com o objetivo de guardar grãos trazidos pelos navios que atracavam no local, os armazéns não tiveram mão escrava em sua obra. Desde o ano 2000, o espaço de 14 mil metros quadrados é ocupado pelo Comitê Ação da Cidadania, que realiza ali oficinas, seminários, eventos e plenárias. Em 2012, foi encontrada a pedra fundamental das Docas, lavrada em 15 de setembro de 1871 por Rebouças. O artefato foi descoberto durante as escavações das obras de revitalização da Zona Portuária do Rio. Localiza-se à Rua Barão de Teffé, 75, Saúde, em frente ao Cais do Valongo.

Foto: Leo Ladeira.



quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Sobrado de 1885 na Rua Teófilo Otoni, Centro do Rio


Qual é a construção histórica mais antiga do Rio? Período Colonial, Imperial, República Velha, fica difícil descobrir qual o prédio histórico mais velho da Cidade, dentre as centenas de imóveis tombados, restaurados, totalmente originais ou mais ou menos descaracterizados, ou em péssimo estado de conservação que ainda existem e resistem por todas as regiões. Na região do Largo de Santa Rita, Centro, mais precisamente à Rua Teófilo Otoni, localiza-se este sobrado de 1885, ou seja, ainda do Segundo Reinado, quatro anos antes da Proclamação da República. Encontra-se em estado regular de conservação.

Foto: Alexandre Siqueira.



domingo, 8 de outubro de 2017

Casa onde morou José Bonifácio, em Paquetá


Nesta casa de chácara em terreno de 4 mil metros quadrados, na Ilha de Paquetá, morou o 'Patriarca da Independência', José Bonifácio de Andrada e Silva, que ali passou os últimos anos de sua vida. Após ser afastado da tutoria de D. Pedro II e preso por supostamente liderar um complô para trazer D. Pedro I de volta o Brasil, José Bonifácio foi levado em 1833 para a casa de Paquetá para cumprir pena em regime domiciliar. De lá só saiu para morar na cidade de Niterói, a apenas 12 dias de sua morte, em 1838. Em sua homenagem, a antiga Praia da Guarda passou a se chamar "Praia José Bonifácio". Tombado pelo IPHAN, mas de propriedade particular, o casarão foi vendido há alguns anos ao colecionador Fichel Davit Chargel, que pretende instalar ali o Museu de Comunicação e Costumes, formado por seu acervo. Não sabemos se já está em funcionamento.
 
Foto: Leo Ladeira.



sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Ed. Beatris, exemplar do art déco na Rua do Rosário, Centro do Rio


Entre velhos sobrados e edifícios altos da Rua do Rosário, Centro do Rio, quase chegando à Uruguaiana, destaca-se o singelo Ed. Beatris (sim, com s), projetado em estilo art déco por Archimedes Memória e Francisco Cuchet em 1931. Chamam a atenção carrancas estilizadas de onde nascem as pilastras e esquadrias de ferro em losangos.

Foto: Leo Ladeira.



Chafariz da Praça São Salvador, com escultura atribuída a Louis Sauvageau


Na foto vemos o famoso chafariz da Praça São Salvador, de rara beleza. Tombado pelo INEPAC em 1998, o chafariz é composto de peças Val d'Osne escolhidas sob encomenda, além da escultura feminina atribuída a Louis Sauvageau. Há uma outra escultura idêntica localizada no Jardim Botânico e são as duas únicas obras do artista na Cidade.

Foto: Alexandre Siqueira.



quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Largo do Boticário em setembro de 2017



Os imóveis históricos em estilo neocolonial do Largo do Boticário em setembro de 2017: estado bem deteriorado, de quase total abandono! Há projetos para que o querido Largo tenha todo o seu patrimônio histórico restaurado, toda a sua atmosfera bucólica e aprazível recuperada de maneira que possa ser apreciado por cariocas e visitantes, mas pelo jeito nada a ser concretizado num futuro próximo. Resta torcer para que isso mude antes que a situação se torne irreversível e os imóveis virem ruínas!

Foto: Alexandre Siqueira.


domingo, 24 de setembro de 2017

Biblioteca do Museu Histórico Nacional no local onde existiu o Forte de Santiago


Na foto vemos o chamado Pátio de Santiago que dá acesso à Biblioteca do Museu Histórico Nacional. 

Neste local existiu, à beira-mar, o Forte de Santiago, construído em 1603 aos pés do Morro do Castelo, como unidade de defesa da cidade. Posteriormente o forte passou a abrigar a Prisão do Calabouço. 

Por ocasião da Exposição Internacional do Centenário da Independência, em 1922, o conjunto histórico foi reformado segundo projeto neocolonial dos arquitetos Archimedes Memória e Francisque Couchet. Ali funcionou o Pavilhão das Grandes Indústrias, construído por cima do velho fortim e demolido no final dos anos 30. 

Do forte sobreviveu apenas um pequeno trecho da antiga muralha, que ainda pode ser visto da Av. Alfredo Agache. 

Vemos nesta fachada os ornamentos da época da reforma de 22.
 
Foto: Leo Ladeira.


sábado, 23 de setembro de 2017

Local exato onde existia a (demolida) Igreja de São Pedro dos Clérigos, no Centro do Rio de Janeiro


Ao fundo, se vê a fachada posterior de um dos altos edifícios da Avenida Presidente Vargas na esquina com a Rua Miguel Couto. Antes da construção da Avenida, sabe o que havia no exato terreno onde hoje é sua pista lateral? A histórica (e tombada) Igreja de São Pedro dos Clérigos. Por esse local passava a Rua São Pedro e exatamente na esquina dela com a Miguel Couto (de onde o registro foi feito) estava localizada a Igreja, demolida com a construção da Presidente Vargas. De ambos os lados da atual Miguel Couto, ainda se pode apreciar várias construções históricas. O exemplar do lado esquerdo está tendo sua fachada restaurada (apenas a fachada, já que o imóvel foi demolido por dentro e está sendo reconstruído).
 
Foto: Alexandre Siqueira. 



segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Batistério da Igreja de Nossa da Candelária


Entre o rico patrimônio da Igreja de Nossa da Candelária, no Centro do Rio, está o batistério, com seu retábulo de autoria de Tunes Gomes Ribeiro e sua pia batismal em mármore. Encontra-se à esquerda da entrada principal da igreja e é guarnecido por porta de grades de ferro trabalhado. Na próxima visita à Igreja, não deixe de repará-lo!

Foto: Leo Ladeira.


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Castelinho do Flamengo, que em 2018 completa 100 anos


O famoso "Castelinho do Flamengo", que abriga o Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho, dispensa apresentações. Inserido na paisagem arquitetônica da Praia do Flamengo, desde o início do século passado (apesar de praticamente toda a sua vizinhança ter mudado por completo), o edifício histórico celebrará seu centenário ano que vem. 

Há dois anos, publicamos uma foto na página e hoje o registro mostra a totalidade de sua fachada eclética, que está precisando de restauro, apesar de ainda conservar todos os seus detalhes, que são muitos.

Parabéns antecipadamente ao querido Castelinho do Flamengo!

Foto: Alexandre Siqueira.


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O Solar dos Abacaxis em 2017 e seu (sofrível) atual estado de conservação


Há quatro anos, a Olhos de Ver - Patrimônio Histórico Rio de Janeiro registrou o belo Solar dos Abacaxis, no bairro do Cosme Velho, na Zona Sul da cidade. Agora em 2017, trazemos novo clique do chalé neoclássico em seu (sofrível) atual estado de conservação!

A antiga residência da poeta Anna Amélia Carneiro de Mendonça e do goleiro e historiador Marcos Carneiro de Mendonça (pais da crítica de teatro Barbara Heliodora) está repleta de pichações, com partes de reboco caindo, infiltrações e sem nenhum dos abacaxis em ferro fundido que batizaram a casa.

Sabe-se que o casarão construído em 1843, - e projetado por Jacinto Rabelo, discípulo de Grandjean de Montigny, pertence hoje a 13 herdeiros. Alguns eventos culturais e festas vêm sido realizados no local para levantar fundos para a reforma do imóvel histórico que é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).

Torcemos que a recuperação plena do Solar realmente aconteça!

Abaixo, foto do Solar há quatro anos, com os abacaxis de ferro e sem pichações:


 Fotos: Leo Ladeira.



sábado, 9 de setembro de 2017

Avenida Presidente Vargas completou 73 anos em 07/09/2017


Uma das mais importantes artérias da Cidade celebrou no dia 7 de setembro de 2017 seu aniversário. No Dia da Pátria, feriado nacional, a Avenida Presidente Vargas completou 73 anos.

Projetada no final dos anos 30, mas idealizada há bem mais tempo, a grande avenida foi inaugurada em 7 de setembro de 1944, ainda durante o Estado Novo, após o segundo grande "bota-abaixo" da Cidade, quando mais de 500 imóveis, alguns deles de grande importância para o patrimônio histórico da Cidade foram simplesmente demolidos, incluindo quatro templos religiosos (a bela Igreja de São Pedro dos Clérigos, que ficava à Rua de São Pedro - incorporada à pista lateral da Avenida; a Igreja de Bom Jesus do Calvário; a Igreja de Nossa Senhora da Conceição e a Capela de São Domingos, no Largo de São Domingos, também desaparecido), além da famosa Praça 11 de Junho, que existiu por mais de um século e meio até desaparecer por completo. 

No traçado da avenida também estava o Campo de Santana, que havia sido tombado em 1938, mas que foi suprimido em 18% de sua área após seu destombamento ter sido autorizado por Getúlio Vargas (o "retombamento" federal só aconteceu em 2015, apesar do Campo também ter sido tombado pelo Estado do Rio de Janeiro em 1968).
 
Foto: Alexandre Siqueira.


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Portão lateral do Centro Cultural da Justiça Federal, antigo Supremo Tribunal Federal


Vemos na foto o portão lateral do Centro Cultural da Justiça Federal, antigo Supremo Tribunal Federal. O edifício em estilo eclético projetado em 1905 por Adolfo Morales de Los Rios possui fachada inspirada no Renascimento francês e é um dos remanescentes da primeira geração da Av. Rio Branco, antiga Av. Central. Ao lado desta entrada existia um pequeno prédio comprado pela Justiça Federal para ser anexo do STF. Este prédio foi demolido e substituído por um alto e moderno, onde hoje funciona a Justiça Federal Seção Judiciária do RJ. Do lado direito do CCJF há um portão lateral idêntico, que fica ao lado da Rua Pedro Lessa.

Foto: Leo Ladeira.


Batalhão da Harmonia, belo exemplar de estilo eclético na Gamboa


Belo exemplar de estilo eclético de 1908, em plena Belle Époque carioca, o prédio do Batalhão da Harmonia (Praça da Harmonia, Gamboa) da PMRJ está em estado regular de conservação, ainda exibindo os detalhes arquitetônicos projetados por Heitor de Mello. Também à Praça da Harmonia, um outro prédio tombado, que faz parte do conjunto arquitetônico do Moinho Fluminense, tem projeto de revitalização aguardando ser concretizado. Esperamos que saia do papel um dia!
 
Foto: Alexandre Siqueira.


Edifício Seabra, o dakota brasileiro, um dos endereços mais elegantes do Rio


Por causa de sua aparência escura, com base de granito, colunas e arcos, e sua aura de mistério, ele é muitas vezes chamado de 'Dakota carioca' - em referência ao famoso prédio de Nova York onde morou John Lennon -, mas na verdade o Edifício Seabra tem inspiração em um castelo da Toscana.

Foi construído pelo arquiteto Italiano Mario Vodret em estilo eclético a partir de 1930, sendo um dos primeiros edifícios da Praia do Flamengo, na época ainda dominada por chalés e palacetes

O prédio foi encomendado pelo comendador português Gervásio Seabra que queria agradar a esposa, a italiana Assunta Grimaldi. 


Em seu interior chamam a atenção a riqueza de detalhes, como escadarias de mármore italiano, afrescos geométricos, lustres e arandelas em ferro batido, piso de mármore, entre outros que o alçaram à categoria dos endereços mais elegantes do Rio de Janeiro. Localiza-se à Praia do Flamengo 88, esquina com Ferreira Viana.
 
Fotos: Leo Ladeira.



Ruína histórica do muro do antigo Cais da Patromoria


Alguém aí já ouviu falar do "Cais da Patromoria"? A Capitania dos Portos do Rio de Janeiro ficava a poucos metros do chamado Cais dos Mineiros. O antigo prédio da Capitania e seu muro, que sofreram diversas intervenções ao longo do tempo, foram edificados ainda no século XVIII e como o Cais dos Mineiros (que já havia sido denominado de Praia de Brás de Pina e Praia dos Mineiros) era utilizado pelos patrões-mores da Capitania, ele passou a ser conhecido como "Cais da Patromoria". A foto mostra a ruína histórica do único trecho do muro que restou nos dias de hoje. Relíquia!

Foto: Alexandre Siqueira.


Conjunto arquitetônico da Travessa Euricles de Matos, em Laranjeiras


Desconhecida por muita gente, a pequena Travessa Euricles de Matos, em Laranjeiras, reúne um interessante conjunto arquitetônico do início do século XX em excelente estado de conservação! Chamam a atenção do passeante as casas coloridas onde funcionam de uma escola até um centro de danças. Em breve a Travessa passará a abrigar o Botero Bar, que (ainda) funciona dentro do Mercadinho São José. Fica entre a Rua das Laranjeiras e a Rua Conde de Baependi.

Foto: Leo Ladeira.


Escola Municipal Senador Correa, inaugurada em 1874


A Escola Municipal Senador Correa (Rua Esteves Junior, 42 - Laranjeiras, esquina com Rua Senador Correa) fica neste prédio tombado pelo INEPAC (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural) e está em ótimo estado de conservação.

A Escola foi inaugurada ainda no Segundo Reinado, em 1874 (outro registro diz que foi aberta em 1883), e foi a terceira das que foram construídas pela antiga Associação Promotora da Instrução (cujo letreiro ainda se vê na sua fachada principal, voltada para a Praça São Salvador), que foi criada justamente pelo Senador do Império Manuel Francisco Correa, o Senador Correa.

Consta que a própria Princesa Isabel lecionou prendas domésticas para as meninas dessa escola.

Um belo exemplar que compõe o conjunto de escolas tombadas da Rede Pública Municipal de Ensino da Cidade do Rio de Janeiro.

Foto: Alexandre Siqueira.



O relógio da antiga Mesbla, referência visual no Centro do Rio


O relógio da antiga Mesbla é uma referência visual no Centro do Rio. Ele foi instalado na torre do edifício em 1955, sendo um dos maiores do mundo em tamanho. Seu mostrador, com nove metros e meio de diâmetro, é sustentado por uma torre de cem metros de altura. É um dos maiores destaques do retilíneo prédio art-déco que abrigou a famosa loja por mais de 60 anos.
 
Foto: Leo Ladeira.


Armazém São Thiago, mais conhecido como Bar do Gomez, em Santa Teresa


Uma deliciosa atmosfera de secos & molhados e de botequim antigo. Assim é o Armazém São Thiago, mais conhecido como Bar do Gomez.

Localizado em Santa Teresa, o estabelecimento preserva as características da época de sua inauguração, em 1919, com mobiliário tradicional.

Foi fundado pelo espanhol Jesus Pose Garcia, que depois de chegar ao Rio em 1907, foi trabalhar na mercearia de um português, como caixeiro. Em 1919, ele comprou o negócio, batizando-o em homenagem a Santiago de Compostela. 

O armazém oferecia vinhos importados, bacalhau, azeites espanhóis e portugueses, atendendo à famílias do bairro. Nos anos 70, virou boteco. 

Vale a pena conhecê-lo e degustar petiscos como costelinha de porco e croquete alemão de carne ou sanduíches como o de jamón serrano, além de cervejas importadas e cachaças. 

Ah! Gomez é o nome do sobrinho-neto do fundador. Rua Áurea, 26. Seg a sáb, das 11 até 1h da manhã. Dom, de 12h ás 22h.
 
Foto: Leo Ladeira.


Rua Camerino com seu traçado sinuoso e sua linha de sobrados históricos


Tomada de trecho da Rua Camerino, antiga Rua do Valongo e Rua da Imperatriz, com seu traçado sinuoso e sua linha de sobrados históricos, vários deles totalmente descaracterizados. Essa região é de extrema importância para a memória da herança africana em terras brasileiras, pois o comércio de pessoas escravizadas acontecia por toda a parte desses logradouros. Atrás dos sobrados da Rua Camerino fica o Morro do Livramento, local de nascimento de Machado de Assis.
 
Foto: Alexandre Siqueira.