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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A Ladeira do Livramento, onde nasceu Machado de Assis


Neste 20 de novembro, em que se celebra o Dia da Consciência Negra, lembramos um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos, o carioca Machado de Assis, neto de escravos, e que saiu da Ladeira do Livramento (foto) e chegou à presidência da Academia Brasileira de Letras. Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 1839 no Morro do Livramento, na Gamboa. Mesmo não sendo possível afirmar com 100% de certeza, uma corrente de historiadores prega que Machado viveu até os seis anos no casarão da Ladeira do Livramento, 77, que na época integrava a chácara do senador Bento Barroso Pereira. Hoje o imóvel foi transformado em cortiço, onde várias famílias residem há décadas. A Câmara de Vereadores do Rio chegou a propor o tombamento e recuperação da casa, mas o projeto, infelizmente, nunca foi pra frente.

Foto: Leo Ladeira.


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Centro Cultural da Justiça Eleitoral em 2017


Fechado havia mais de 8 anos, o Centro Cultural da Justiça Eleitoral, à Rua Primeiro de Março, 42, reabriu as portas (parcialmente, pois o andar superior ainda se encontra fechado à visitação) e apresenta exposição sobre a mulher brasileira no processo eleitoral do País. O prédio de estilo eclético data de 1892 e foi planejado para ser a Agência Central do Banco do Brasil. Ocupado em diferentes épocas pelo STF, TSE e TRE, o prédio ainda necessita passar por minucioso restauro, mas conserva todas as suas características arquitetônicas e mantém sua suntuosidade.

Foto: Alexandre Siqueira.



domingo, 12 de novembro de 2017

Edifício sede do Banco Boavista, considerado uma das mais significativas obras de Oscar Niemeyer


No Centro do Rio convivem exemplares arquitetônicos de várias épocas e estilos. Na Praça Pio X, próximo à Candelária, encontra-se o edifício sede do Banco Boavista, considerado uma das mais significativas obras de Oscar Niemeyer na cidade. Projetado em 1946, destaca-se por elementos típicos da arquitetura moderna, como tijolos de vidro, pilotis, paredes curvas, brise-soleil de madeira regulável e dois painéis de mosaicos de autoria de Paulo Werneck na fachada.

Foto: Leo Ladeira.



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Estilos arquitetônicos diversos no Centro do Rio


Caminhar pelo Centro Histórico é se deparar com o que se vê na foto: estilos arquitetônicos distintos - e distantes no tempo - coexistindo à Rua República do Líbano. À esquerda um sobrado em estilo eclético e à direita as linhas aerodinâmicas de um singelo prédio em Art Déco.
Foto: Alexandre Siqueira.


domingo, 5 de novembro de 2017

Fachada do Edifício Heydenreich, na Cinelândia


Apesar da fachada voltada para a Cinelândia, a entrada do Edifício Heydenreich se dá pela Rua Álvaro Alvim, 24. O prédio foi construído em 1926, dentro do projeto do 'Quarteirão Serrador', empreendido pelo empresário espanhol Francisco Serrador. Em sua portaria encontra-se um belo baixo-relevo art déco e na fachada para a Praça Floriano (é preciso olhar bem pra cima) vê-se a imagem em baixo-relevo do deus do comércio, Mercúrio, com o Pão de Açúcar ao fundo.
 
Foto: Leo Ladeira.



sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Antiga residência do colecionador E. E. Betchinger, na Rua Voluntários da Pátria, 107


Casarão em estilo eclético tombado pelo Município em 1990. O prédio histórico se localiza à Rua Voluntários da Pátria, 107, em Botafogo e abriga o Centro de Ciências Jurídicas e Políticas da UNIRIO. Foi construído em 1897 para residência do colecionador de arte E. E. Betchinger, que nele residiu até 1930. Possui cercaduras e embasamento em pedra, motivos decorativos em estuque e gradis em ferro fundido. O jardim que existia em sua frente foi transformado em estacionamento. Está em bom estado de conservação.

Foto: Alexandre Siqueira.


domingo, 29 de outubro de 2017

Mosteiro de São Bento visto da Baía da Guanabara em 2017


A paisagem não é mais a mesma. De sua construção, há 427 anos, aos dias de hoje, muita coisa foi alterada na configuração de seu entorno. Mas o Mosteiro de São Bento ainda está lá: no pequeno morro que o consagrou e de onde testemunhou toda a evolução urbanística da cidade. Com a demolição da Perimetral e abertura da Orla Conde ganhamos essa visão do secular mosteiro, podendo apreciar melhor detalhes de sua arquitetura. Aqui ele aparece visto da Baía da Guanabara (em foto de 2017).

Foto: Leo Ladeira.



sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Conjunto arquitetônico do Moinho Fluminense em estado de total abandono


O conjunto arquitetônico do Moinho Fluminense, cujo funcionamento teve seu alvará assinado pela Princesa Isabel em 1887, funcionou na Gamboa até o ano passado, quando a empresa transferiu a operação de moagem de trigo - a primeira do Brasil - para o município de Duque de Caxias. A foto mostra um dos prédios do conjunto tombado em 1986 e que faria parte da revitalização da Zona Portuária dentro do Projeto Porto Maravilha, através da qual o conjunto receberia um megaempreendimento, com salas de cinema, imóveis comerciais e até um hotel. Infelizmente, porém, parece que o projeto não foi adiante e o complexo está abandonado, com as construções sendo até depredadas. Uma pena!

Foto: Alexandre Siqueira.



domingo, 22 de outubro de 2017

Placa histórica da Rua Ramalho Ortigão, Centro do Rio


Esta é para quem tem olhos de ver mesmo: placa de rua atual encimada por uma do Rio antigo. Esses contrastes são raros de se encontrar pela Cidade e este exemplar não está em bom estado de conservação, como aliás todo o imóvel, que fica na esquina da Rua da Carioca com Ramalho Ortigão.

Foto: Alexandre Siqueira.



segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Docas D.Pedro II, projetada por André Rebouças, o primeiro engenheiro negro brasileiro


Você sabia que o projeto das Docas D.Pedro II foi feito pelo primeiro engenheiro negro brasileiro, André Rebouças? Construídos com o objetivo de guardar grãos trazidos pelos navios que atracavam no local, os armazéns não tiveram mão escrava em sua obra. Desde o ano 2000, o espaço de 14 mil metros quadrados é ocupado pelo Comitê Ação da Cidadania, que realiza ali oficinas, seminários, eventos e plenárias. Em 2012, foi encontrada a pedra fundamental das Docas, lavrada em 15 de setembro de 1871 por Rebouças. O artefato foi descoberto durante as escavações das obras de revitalização da Zona Portuária do Rio. Localiza-se à Rua Barão de Teffé, 75, Saúde, em frente ao Cais do Valongo.

Foto: Leo Ladeira.



quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Sobrado de 1885 na Rua Teófilo Otoni, Centro do Rio


Qual é a construção histórica mais antiga do Rio? Período Colonial, Imperial, República Velha, fica difícil descobrir qual o prédio histórico mais velho da Cidade, dentre as centenas de imóveis tombados, restaurados, totalmente originais ou mais ou menos descaracterizados, ou em péssimo estado de conservação que ainda existem e resistem por todas as regiões. Na região do Largo de Santa Rita, Centro, mais precisamente à Rua Teófilo Otoni, localiza-se este sobrado de 1885, ou seja, ainda do Segundo Reinado, quatro anos antes da Proclamação da República. Encontra-se em estado regular de conservação.

Foto: Alexandre Siqueira.



domingo, 8 de outubro de 2017

Casa onde morou José Bonifácio, em Paquetá


Nesta casa de chácara em terreno de 4 mil metros quadrados, na Ilha de Paquetá, morou o 'Patriarca da Independência', José Bonifácio de Andrada e Silva, que ali passou os últimos anos de sua vida. Após ser afastado da tutoria de D. Pedro II e preso por supostamente liderar um complô para trazer D. Pedro I de volta o Brasil, José Bonifácio foi levado em 1833 para a casa de Paquetá para cumprir pena em regime domiciliar. De lá só saiu para morar na cidade de Niterói, a apenas 12 dias de sua morte, em 1838. Em sua homenagem, a antiga Praia da Guarda passou a se chamar "Praia José Bonifácio". Tombado pelo IPHAN, mas de propriedade particular, o casarão foi vendido há alguns anos ao colecionador Fichel Davit Chargel, que pretende instalar ali o Museu de Comunicação e Costumes, formado por seu acervo. Não sabemos se já está em funcionamento.
 
Foto: Leo Ladeira.



sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Ed. Beatris, exemplar do art déco na Rua do Rosário, Centro do Rio


Entre velhos sobrados e edifícios altos da Rua do Rosário, Centro do Rio, quase chegando à Uruguaiana, destaca-se o singelo Ed. Beatris (sim, com s), projetado em estilo art déco por Archimedes Memória e Francisco Cuchet em 1931. Chamam a atenção carrancas estilizadas de onde nascem as pilastras e esquadrias de ferro em losangos.

Foto: Leo Ladeira.



Chafariz da Praça São Salvador, com escultura atribuída a Louis Sauvageau


Na foto vemos o famoso chafariz da Praça São Salvador, de rara beleza. Tombado pelo INEPAC em 1998, o chafariz é composto de peças Val d'Osne escolhidas sob encomenda, além da escultura feminina atribuída a Louis Sauvageau. Há uma outra escultura idêntica localizada no Jardim Botânico e são as duas únicas obras do artista na Cidade.

Foto: Alexandre Siqueira.



quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Largo do Boticário em setembro de 2017



Os imóveis históricos em estilo neocolonial do Largo do Boticário em setembro de 2017: estado bem deteriorado, de quase total abandono! Há projetos para que o querido Largo tenha todo o seu patrimônio histórico restaurado, toda a sua atmosfera bucólica e aprazível recuperada de maneira que possa ser apreciado por cariocas e visitantes, mas pelo jeito nada a ser concretizado num futuro próximo. Resta torcer para que isso mude antes que a situação se torne irreversível e os imóveis virem ruínas!

Foto: Alexandre Siqueira.


domingo, 24 de setembro de 2017

Biblioteca do Museu Histórico Nacional no local onde existiu o Forte de Santiago


Na foto vemos o chamado Pátio de Santiago que dá acesso à Biblioteca do Museu Histórico Nacional. 

Neste local existiu, à beira-mar, o Forte de Santiago, construído em 1603 aos pés do Morro do Castelo, como unidade de defesa da cidade. Posteriormente o forte passou a abrigar a Prisão do Calabouço. 

Por ocasião da Exposição Internacional do Centenário da Independência, em 1922, o conjunto histórico foi reformado segundo projeto neocolonial dos arquitetos Archimedes Memória e Francisque Couchet. Ali funcionou o Pavilhão das Grandes Indústrias, construído por cima do velho fortim e demolido no final dos anos 30. 

Do forte sobreviveu apenas um pequeno trecho da antiga muralha, que ainda pode ser visto da Av. Alfredo Agache. 

Vemos nesta fachada os ornamentos da época da reforma de 22.
 
Foto: Leo Ladeira.


sábado, 23 de setembro de 2017

Local exato onde existia a (demolida) Igreja de São Pedro dos Clérigos, no Centro do Rio de Janeiro


Ao fundo, se vê a fachada posterior de um dos altos edifícios da Avenida Presidente Vargas na esquina com a Rua Miguel Couto. Antes da construção da Avenida, sabe o que havia no exato terreno onde hoje é sua pista lateral? A histórica (e tombada) Igreja de São Pedro dos Clérigos. Por esse local passava a Rua São Pedro e exatamente na esquina dela com a Miguel Couto (de onde o registro foi feito) estava localizada a Igreja, demolida com a construção da Presidente Vargas. De ambos os lados da atual Miguel Couto, ainda se pode apreciar várias construções históricas. O exemplar do lado esquerdo está tendo sua fachada restaurada (apenas a fachada, já que o imóvel foi demolido por dentro e está sendo reconstruído).
 
Foto: Alexandre Siqueira. 



segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Batistério da Igreja de Nossa da Candelária


Entre o rico patrimônio da Igreja de Nossa da Candelária, no Centro do Rio, está o batistério, com seu retábulo de autoria de Tunes Gomes Ribeiro e sua pia batismal em mármore. Encontra-se à esquerda da entrada principal da igreja e é guarnecido por porta de grades de ferro trabalhado. Na próxima visita à Igreja, não deixe de repará-lo!

Foto: Leo Ladeira.


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Castelinho do Flamengo, que em 2018 completa 100 anos


O famoso "Castelinho do Flamengo", que abriga o Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho, dispensa apresentações. Inserido na paisagem arquitetônica da Praia do Flamengo, desde o início do século passado (apesar de praticamente toda a sua vizinhança ter mudado por completo), o edifício histórico celebrará seu centenário ano que vem. 

Há dois anos, publicamos uma foto na página e hoje o registro mostra a totalidade de sua fachada eclética, que está precisando de restauro, apesar de ainda conservar todos os seus detalhes, que são muitos.

Parabéns antecipadamente ao querido Castelinho do Flamengo!

Foto: Alexandre Siqueira.


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O Solar dos Abacaxis em 2017 e seu (sofrível) atual estado de conservação


Há quatro anos, a Olhos de Ver - Patrimônio Histórico Rio de Janeiro registrou o belo Solar dos Abacaxis, no bairro do Cosme Velho, na Zona Sul da cidade. Agora em 2017, trazemos novo clique do chalé neoclássico em seu (sofrível) atual estado de conservação!

A antiga residência da poeta Anna Amélia Carneiro de Mendonça e do goleiro e historiador Marcos Carneiro de Mendonça (pais da crítica de teatro Barbara Heliodora) está repleta de pichações, com partes de reboco caindo, infiltrações e sem nenhum dos abacaxis em ferro fundido que batizaram a casa.

Sabe-se que o casarão construído em 1843, - e projetado por Jacinto Rabelo, discípulo de Grandjean de Montigny, pertence hoje a 13 herdeiros. Alguns eventos culturais e festas vêm sido realizados no local para levantar fundos para a reforma do imóvel histórico que é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).

Torcemos que a recuperação plena do Solar realmente aconteça!

Abaixo, foto do Solar há quatro anos, com os abacaxis de ferro e sem pichações:


 Fotos: Leo Ladeira.



sábado, 9 de setembro de 2017

Avenida Presidente Vargas completou 73 anos em 07/09/2017


Uma das mais importantes artérias da Cidade celebrou no dia 7 de setembro de 2017 seu aniversário. No Dia da Pátria, feriado nacional, a Avenida Presidente Vargas completou 73 anos.

Projetada no final dos anos 30, mas idealizada há bem mais tempo, a grande avenida foi inaugurada em 7 de setembro de 1944, ainda durante o Estado Novo, após o segundo grande "bota-abaixo" da Cidade, quando mais de 500 imóveis, alguns deles de grande importância para o patrimônio histórico da Cidade foram simplesmente demolidos, incluindo quatro templos religiosos (a bela Igreja de São Pedro dos Clérigos, que ficava à Rua de São Pedro - incorporada à pista lateral da Avenida; a Igreja de Bom Jesus do Calvário; a Igreja de Nossa Senhora da Conceição e a Capela de São Domingos, no Largo de São Domingos, também desaparecido), além da famosa Praça 11 de Junho, que existiu por mais de um século e meio até desaparecer por completo. 

No traçado da avenida também estava o Campo de Santana, que havia sido tombado em 1938, mas que foi suprimido em 18% de sua área após seu destombamento ter sido autorizado por Getúlio Vargas (o "retombamento" federal só aconteceu em 2015, apesar do Campo também ter sido tombado pelo Estado do Rio de Janeiro em 1968).
 
Foto: Alexandre Siqueira.


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Portão lateral do Centro Cultural da Justiça Federal, antigo Supremo Tribunal Federal


Vemos na foto o portão lateral do Centro Cultural da Justiça Federal, antigo Supremo Tribunal Federal. O edifício em estilo eclético projetado em 1905 por Adolfo Morales de Los Rios possui fachada inspirada no Renascimento francês e é um dos remanescentes da primeira geração da Av. Rio Branco, antiga Av. Central. Ao lado desta entrada existia um pequeno prédio comprado pela Justiça Federal para ser anexo do STF. Este prédio foi demolido e substituído por um alto e moderno, onde hoje funciona a Justiça Federal Seção Judiciária do RJ. Do lado direito do CCJF há um portão lateral idêntico, que fica ao lado da Rua Pedro Lessa.

Foto: Leo Ladeira.


Batalhão da Harmonia, belo exemplar de estilo eclético na Gamboa


Belo exemplar de estilo eclético de 1908, em plena Belle Époque carioca, o prédio do Batalhão da Harmonia (Praça da Harmonia, Gamboa) da PMRJ está em estado regular de conservação, ainda exibindo os detalhes arquitetônicos projetados por Heitor de Mello. Também à Praça da Harmonia, um outro prédio tombado, que faz parte do conjunto arquitetônico do Moinho Fluminense, tem projeto de revitalização aguardando ser concretizado. Esperamos que saia do papel um dia!
 
Foto: Alexandre Siqueira.


Edifício Seabra, o dakota brasileiro, um dos endereços mais elegantes do Rio


Por causa de sua aparência escura, com base de granito, colunas e arcos, e sua aura de mistério, ele é muitas vezes chamado de 'Dakota carioca' - em referência ao famoso prédio de Nova York onde morou John Lennon -, mas na verdade o Edifício Seabra tem inspiração em um castelo da Toscana.

Foi construído pelo arquiteto Italiano Mario Vodret em estilo eclético a partir de 1930, sendo um dos primeiros edifícios da Praia do Flamengo, na época ainda dominada por chalés e palacetes

O prédio foi encomendado pelo comendador português Gervásio Seabra que queria agradar a esposa, a italiana Assunta Grimaldi. 


Em seu interior chamam a atenção a riqueza de detalhes, como escadarias de mármore italiano, afrescos geométricos, lustres e arandelas em ferro batido, piso de mármore, entre outros que o alçaram à categoria dos endereços mais elegantes do Rio de Janeiro. Localiza-se à Praia do Flamengo 88, esquina com Ferreira Viana.
 
Fotos: Leo Ladeira.



Ruína histórica do muro do antigo Cais da Patromoria


Alguém aí já ouviu falar do "Cais da Patromoria"? A Capitania dos Portos do Rio de Janeiro ficava a poucos metros do chamado Cais dos Mineiros. O antigo prédio da Capitania e seu muro, que sofreram diversas intervenções ao longo do tempo, foram edificados ainda no século XVIII e como o Cais dos Mineiros (que já havia sido denominado de Praia de Brás de Pina e Praia dos Mineiros) era utilizado pelos patrões-mores da Capitania, ele passou a ser conhecido como "Cais da Patromoria". A foto mostra a ruína histórica do único trecho do muro que restou nos dias de hoje. Relíquia!

Foto: Alexandre Siqueira.


Conjunto arquitetônico da Travessa Euricles de Matos, em Laranjeiras


Desconhecida por muita gente, a pequena Travessa Euricles de Matos, em Laranjeiras, reúne um interessante conjunto arquitetônico do início do século XX em excelente estado de conservação! Chamam a atenção do passeante as casas coloridas onde funcionam de uma escola até um centro de danças. Em breve a Travessa passará a abrigar o Botero Bar, que (ainda) funciona dentro do Mercadinho São José. Fica entre a Rua das Laranjeiras e a Rua Conde de Baependi.

Foto: Leo Ladeira.


Escola Municipal Senador Correa, inaugurada em 1874


A Escola Municipal Senador Correa (Rua Esteves Junior, 42 - Laranjeiras, esquina com Rua Senador Correa) fica neste prédio tombado pelo INEPAC (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural) e está em ótimo estado de conservação.

A Escola foi inaugurada ainda no Segundo Reinado, em 1874 (outro registro diz que foi aberta em 1883), e foi a terceira das que foram construídas pela antiga Associação Promotora da Instrução (cujo letreiro ainda se vê na sua fachada principal, voltada para a Praça São Salvador), que foi criada justamente pelo Senador do Império Manuel Francisco Correa, o Senador Correa.

Consta que a própria Princesa Isabel lecionou prendas domésticas para as meninas dessa escola.

Um belo exemplar que compõe o conjunto de escolas tombadas da Rede Pública Municipal de Ensino da Cidade do Rio de Janeiro.

Foto: Alexandre Siqueira.



O relógio da antiga Mesbla, referência visual no Centro do Rio


O relógio da antiga Mesbla é uma referência visual no Centro do Rio. Ele foi instalado na torre do edifício em 1955, sendo um dos maiores do mundo em tamanho. Seu mostrador, com nove metros e meio de diâmetro, é sustentado por uma torre de cem metros de altura. É um dos maiores destaques do retilíneo prédio art-déco que abrigou a famosa loja por mais de 60 anos.
 
Foto: Leo Ladeira.


Armazém São Thiago, mais conhecido como Bar do Gomez, em Santa Teresa


Uma deliciosa atmosfera de secos & molhados e de botequim antigo. Assim é o Armazém São Thiago, mais conhecido como Bar do Gomez.

Localizado em Santa Teresa, o estabelecimento preserva as características da época de sua inauguração, em 1919, com mobiliário tradicional.

Foi fundado pelo espanhol Jesus Pose Garcia, que depois de chegar ao Rio em 1907, foi trabalhar na mercearia de um português, como caixeiro. Em 1919, ele comprou o negócio, batizando-o em homenagem a Santiago de Compostela. 

O armazém oferecia vinhos importados, bacalhau, azeites espanhóis e portugueses, atendendo à famílias do bairro. Nos anos 70, virou boteco. 

Vale a pena conhecê-lo e degustar petiscos como costelinha de porco e croquete alemão de carne ou sanduíches como o de jamón serrano, além de cervejas importadas e cachaças. 

Ah! Gomez é o nome do sobrinho-neto do fundador. Rua Áurea, 26. Seg a sáb, das 11 até 1h da manhã. Dom, de 12h ás 22h.
 
Foto: Leo Ladeira.


Rua Camerino com seu traçado sinuoso e sua linha de sobrados históricos


Tomada de trecho da Rua Camerino, antiga Rua do Valongo e Rua da Imperatriz, com seu traçado sinuoso e sua linha de sobrados históricos, vários deles totalmente descaracterizados. Essa região é de extrema importância para a memória da herança africana em terras brasileiras, pois o comércio de pessoas escravizadas acontecia por toda a parte desses logradouros. Atrás dos sobrados da Rua Camerino fica o Morro do Livramento, local de nascimento de Machado de Assis.
 
Foto: Alexandre Siqueira.


Jardim do Valongo, típico exemplar de paisagismo romântico


Projetado pelo arquiteto-paisagista Luis Rei em 1906, o Jardim do Valongo encontra-se a sete metros acima do nível da Rua Camerino, na Saúde, em um terreno elevado por uma enorme muralha de arrimo. Foi construído como parte do programa de reurbanização do porto feito pelo prefeito Pereira Passos. O jardim é um típico exemplar de paisagismo romântico, onde as pedras existentes são falsas, assim como troncos de árvore são em argamassa. Um dos maiores destaques do espaço são as quatro estátuas em mármore representando as divindades romanas Minerva, Mercúrio, Ceres e Marte. Estas estátuas foram criadas para ornamentar o Cais da Imperatriz em 1843, e foram levadas para o Jardim no início do século XX. Espera-se que, com a revitalização da região do Cais do Porto e com a chancela de Patrimônio da Humanidade ao Cais do Valongo, próximo dali, o jardim romântico de Pereira Passos não entre em decadência. Manutenção e segurança são essenciais!
 
Foto: Leo Ladeira.


Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, em Santa Teresa


Como se sabe, o aprazível bairro de Santa Tereza é recanto de artistas de diversas áreas - música, dança, artes plásticas, etc. Para manter a tradição do lugar, ateliês, cafés, bares, restaurantes e centros culturais são sua face mais característica e um desses espaços, o tradicional Centro Cultural Laurinda Santos Lobo é o que se vê na foto. O casarão foi construído para ser moradia da Baronesa de Parina em 1907, posteriormente nele morou um senador do Império e desde 1979 abriga o Centro Cultural. Laurinda propriamente jamais residiu nele, mas como principal mecenas do bairro, foi homenageada com o nome do Centro Cultural. Atualmente, é necessário que se faça uma restauração do prédio, que apresenta sinais de degradação.

Foto: Alexandre Siqueira.



Largo do Curvelo, em Santa Teresa


O tradicional Largo do Curvelo - que tem esse nome em homenagem ao Barão do Curvelo, ilustre morador das redondezas - por onde o Bonde de Santa Teresa ainda passa (voltou a passar), o Bloco das Carmelitas desfila, e logradouro onde artistas e bandas ainda se apresentam, encontra-se bem urbanizado, com o belo prédio histórico de três pavimentos (à direita) em ótimo estado de conservação e a Estação Curvelo minimamente preservada e funcional. Um aprazível recanto, como aliás o bairro de maneira geral.

Foto: Alexandre Siqueira.



Antiga Chácara do Viegas, em Santa Teresa


Esta é a antiga (e bela) Chácara do Viegas, localizada na Rua Monte Alegre 313, em Santa Teresa. Datada de 1873, a casa pertenceu ao médico Manuel Correia de Viegas e destaca-se pelos azulejos na fachada, além de ornamentos como estátuas representando as estações do ano, globos de faiança e, como se vê na foto, dois autênticos leões (de chácara) de louça francesa. Nos últimos anos a casa tem sediado um bazar.

Foto: Leo Ladeira.



Face "oculta" do Castelo da Ilha Fiscal


Vemos aqui a "face oculta" do Castelo da Ilha Fiscal, que dispensa apresentações. Este lado posterior do castelo não está de frente para a linha do continente da Cidade, por isso não é tão fotografado. A título de curiosidade, o relógio de 4 faces do castelo traz o algarismo romano 4 com uma notação alternativa: IIII ao invés de IV. Um outro relógio que também traz essa notação é o da Estação da Luz em São Paulo.

Foto: Alexandre Siqueira.


Antiga residência Adolfo Basbaum, jóia do art déco na Urca


A antiga residência Adolfo Basbaum, na Urca, foi projetada em 1939 e é uma das mais belas casas no estilo art déco no Rio. Destacam-se o amplo terraço aerodinâmico sustentado por duas colunas em relevo, o portão e o muro em ferro batido, a porta em ferro com vitral e as sancas. A mansão foi usada como fachada para a clínica do seriado “Mulher”, da TV Globo. Hoje funciona ali um escritório de arquitetura. O imóvel fica à Rua Urbano dos Santos, 26.

Foto: Leo Ladeira.


 

Cais do Valongo, na Zona Portuária do Rio, é declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO


No dia 09 de julho de 2017, o Cais do Valongo, na Zona Portuária do Rio, foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.

Situado entre as Ruas Coelho e Castro e Sacadura Cabral e parte do Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana, o sítio arqueológico era candidato brasileiro a Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, dentre 26 candidatos.

O cais, redescoberto durante as obras de revitalização e reurbanização da Zona Portuária da cidade, é o vestígio material mais importante do ponto de entrada dos povos africanos escravizados da História da humanidade.

Por ele, passaram, foram vendidos e sofreram entre 500 mil e 1 milhão de seres humanos escravizados, quando chegavam vivos depois da terrível travessia entre África e as Américas.

Foto: Alexandre Siqueira.



Antiga Perfumaria Carneiro, no entroncamento da Av. Rio Branco e ruas do Ouvidor e Miguel Couto


Dentre os antigos edifícios do Centro do Rio destaca-se este, no entroncamento da Av. Rio Branco e ruas do Ouvidor e Miguel Couto. Construído no século XIX, antes da abertura da Av. Central, este prédio abrigou a loja Ao Rei dos Mágicos, primeira casa comercial no Brasil a vender material de telefonia. Posteriormente foi a matriz da famosa Perfumaria Carneiro. O edifício chama a atenção pela presença de duas estátuas de referência egípcia — uma masculina e outra feminina. Nos gradis da primeira sacada vemos um escaravelho, símbolo da cultura egípcia. Também vê-se pinturas murais e estuques. O prédio perdeu o coroamento no corpo central, formado por estátuas de esfinges aladas. Até pouco tempo apresentava fachada em tom salmão. Hoje está pintada de verde.

Foto: Leo Ladeira.


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Antiga Caixa de Amortização, remanescente da 1ª geração de edifícios da Avenida Rio Branco


Mais um dos 10 únicos remanescentes da 1ª geração de edifícios da Avenida Rio Branco. Em estilo eclético com feições neoclássicas, o prédio que abrigou a antiga Caixa de Amortização (Rio Branco esquina com Rua Visconde de Inhaúma) foi inaugurado em 1906 e continua imponente e bem preservado, em meio às gerações posteriores - e não tão imponentes - de construções da Avenida e das ruas vizinhas.

Foto: Alexandre Siqueira.



Fachada do Ed. da Associação dos Empregados do Comércio


Fachada do Ed. da Associação dos Empregados do Comércio, exemplar do art déco projetado em 1937. Destaca-se a escultura da cabeça de Mercúrio, deus do comércio. Na bela galeria interna chamam a atenção as linhas sinuosas do mezanino, típicas da vertente aerodinâmica do art déco. Localizado à Av. Rio Branco, 120.

Foto: Leo Ladeira.



sexta-feira, 23 de junho de 2017

Antes e depois: Edifício da Av. Central na esquina da Rua da Assembleia sobreviveu ao tempo


Na montagem vemos o mesmo edifício no início do século XX, nos tempos áureos da Av. Central (atual Av. Rio Branco) e hoje, em 2017, descaracterizado e cercado por edifícios altos. 

Localizado nos números 155, 157 e 159, o pequeno edifício projetado por Maximilian Emil Hehl e pertencente à Santa Casa de Misericórdia, abrigou o jornal A Imprensa (foto à esquerda) e nos anos 70 foi alterado, perdendo parte de seu corpo original - dois três frontões só dois sobreviveram. Já o prédio ao lado foi completamente descaracterizado. 


Na imagem acima vemos o mesmo edifício na ocasião da construção da avenida. Notem que os prédios da última quadra ainda estão sendo construídos, como o Museu Nacional de Belas Artes, Theatro Municipal, a Biblioteca Nacional, o Theatro Municipal e o Centro Cultural da Justiça Federal, antigo Supremo Tribunal Federal. Ao fundo vemos o Morro do Castelo, que, naquele momento, já tinha tido uma parte demolida para ganho de terreno do prédio da Biblioteca Nacional. 


  
Na imagem acima vemos o edifício em questão e o Morro do Castelo ao fundo, além de prédios da Rua da Assembleia que não existem mais, como o Recolhimento do Parto. 


Já na foto acima e nas duas debaixo, de junho de 2017, vemos o mesmo edifício nos dias de hoje, cercado por prédios altos.

Este é um dos 10 edifícios originais que sobreviveram da Av. Central. Os outros são: Hotel São Bento, Banco Central (antiga Caixa de Amortização), antiga sede da Cia Doca de Santos, antigo Bar Simpatia, Clube Naval, Theatro Municipal, Museu Nacional de Belas Artes, Biblioteca Nacional e Centro Cultural da Justiça Federal (antigo Supremo Tribunal Federal).





Fotos recentes: Leo Ladeira. 

 





quinta-feira, 22 de junho de 2017

Remanescente da primeira geração de edifícios da Av. Rio Branco (antiga Av. Central)


Num dos cruzamentos mais movimentados da Avenida Rio Branco se vê este "sobrevivente" (na verdade, metade dele) da primeira geração de prédios da antiga Avenida Central, em meio a todos os edifícios modernos e não tão elegantes! De estilo eclético, o edifício de três pavimentos ainda conserva vários de seus traços originais, como a decoração em ferro acima dos elementos da fachada e outros elementos decorativos. No início do século passado, nele funcionava o jornal A Imprensa. Avenida Rio Branco, esquina com Rua da Assembleia.
 
📷 : Alexandre Siqueira.



Fachada do prédio da antiga sede da Companhia Docas de Santos no Rio de Janeiro


O prédio da antiga sede da Companhia Docas de Santos no Rio de Janeiro (atual sede da 6ª CR do IPHAN) é remanescente da primeira geração de edifícios da Av. Central e destaca-se por sua fachada ornamentada com motivos náuticos. Projetado em estilo eclético pelo arquiteto paulista Ramos de Azevedo (mesmo autor do Teatro Municipal de São Paulo) e construído pela empresa Antonio Jannuzzi e Irmãos, foi inaugurado em 1908. Na fachada de granito do tipo pedra-de-galho vemos belíssimo trabalho de cantaria. Está localizado no número 46 da Avenida Rio Branco.
 
Foto: Leo Ladeira.