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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Sobrado histórico de fachada azulejada na Rua Visconde do Rio Branco


Este exemplar de sobrado histórico de fachada azulejada encontra-se à Rua Visconde do Rio Branco, próximo ao início da Rua do Lavradio. no Centro. Datado de 1863, é uma pena que esteja em mau estado de conservação, com vegetação avançando e placas nos gradis de ferro fundido, entre outros detalhes.

Foto: Leo Ladeira.







segunda-feira, 18 de junho de 2018

A Sede Histórica da Federação Espírita Brasileira (FEB), na Avenida Passos


Este belo prédio em estilo neoclássico abriga a Sede Histórica da Federação Espírita Brasileira (FEB) à Avenida Passos, 28/30. Fundada em 1884, no Rio de Janeiro, a FEB funcionou em dezenas de endereços até ter sua sede própria na antiga Rua do Sacramento, a partir de 1911. A instituição teve sua matriz neste endereço até 1984, quando foi transferida para Brasília, em edifício próprio. Desde então a "Sede Histórica" abriga a Seccional Rio de Janeiro. Observa-se na fachada a antiga grafia da instituição.

Foto: Leo Ladeira.



quarta-feira, 13 de junho de 2018

Ed. Natália, exemplar do Art Déco na Glória


Na Av. Augusto Severo, na Glória, encontram-se exemplares art déco  da primeira geração de prédios de apartamentos no Rio de Janeiro. Um deles é o Natália (foto), localizado no n° 264.

O edifício foi projetado por Cândido de Albuquerque em 1936 e destaca-se pela fileira tripla de varandas. A intenção do arquiteto foi criar, com as formas curvas, uma suave ondulação.

Na mesma avenida observar os edifícios Pax, Oliveira Lopes e Paris, respectivamente números 132, 220 e 232.

Foto: Leo Ladeira.
Fonte de consulta: Guia Art Déco do Rio de Janeiro



sábado, 9 de junho de 2018

Fachada da Biblioteca Nacional é exibida após restauração


 Se em 1910 existissem câmeras digitais coloridas, um registro fotográfico da Biblioteca Nacional provavelmente teria esse aspecto.

O histórico e belíssimo edifício de estilo eclético (com elementos neoclássicos e art nouveau) projetado por Souza Aguiar e inaugurado em 29 de outubro de 1910, portanto 6 anos depois de inaugurada a Avenida Rio Branco (então Avenida Central), acaba de ter sua fachada completamente restaurada.

Após 5 anos escondida atrás de tapumes e a gigantesca tela de proteção, ressurge esplendorosa a "Bibliotheca" (conforme a grafia original que pode ser vista na placa afixada no muro defronte à Avenida) em sua cor ocre claro original.

É uma alegria e um orgulho ver o resultado final da restauração da fachada de um dos poucos remanescentes da primeira geração de edifícios da Avenida Rio Branco.

Foto: Alexandre Siqueira. 


 

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Antigo Convento do Carmo será restaurado e devolvido à cidade com bistrô e galeria de arte


Ele foi testemunha das transformações urbanas do Rio e estava fechado havia oito anos! O antigo Convento do Carmo, na Praça XV, finalmente será devolvido à cidade após detalhadas obras de restauração. 

O casarão - um dos primeiros edifícios em alvenaria de pedra do Rio - abrigou a rainha D.Maria I quando a corte chegou à cidade em 1808.

Construído - de frente para o mar - por frades carmelitas a partir de 1619, o prédio chegou a ter, na época da vinda da corte, um passadiço ligando-o ao Paço Real (depois Imperial). Também possuía uma ligação com a Igreja de N.Srª do Carmo. 


Com a República, o edifício abrigou a Academia de Comércio, o Centro de Estatística do Ministério da Agricultura e escapou por pouco de ser destruído para dar lugar a um terminal rodoviário. Por muito tempo o antigo convento sediou a Escola Técnica de Comércio da Faculdade Cândido Mendes.

Em 2010 a Universidade deixou o prédio, dando início a sua decadência: parte do telhado cedeu, o piso de madeira apodreceu, as janelas se quebraram e a fachada se encontra em péssimo estado, com pichações e infiltrações. 


Agora, segundo matéria publicada no jornal O Globo, a Procuradoria Geral do Estado vai financiar as obras de recuperação, orçadas em cerca de R$ 17 milhões. A ideia é que se instale ali a sede do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), um bistrô e uma galeria de arte. O prazo estimado para a recuperação não foi divulgado. 




Como o prédio do convento possui arquitetura privilegiada e excelente localização, sua transformação em ponto turístico cultural será muito bem-vinda!

Fotos: Leo Ladeira (Junho 2018). 






quinta-feira, 31 de maio de 2018

A Igreja de São José, no Centro histórico do Rio


Neste feriadão de Corpus Christi, a Olhos de Ver traz mais uma vez a fachada de um dos mais antigos templos do Centro histórico do Rio: a Igreja de São José (1842). Sua história começou ainda no século XVII, quando no local havia apenas uma ermida. Após quase dois séculos, a igreja adquiriu a forma que hoje vemos, em obra que durou mais de 3 décadas (de 1807 a 1842, quando finalmente foi inaugurada). A igreja já foi vizinha do Morro do Castelo e testemunhou sua demolição na década de 1920. Antes do arrasamento do Morro, a igreja ficava no cruzamento entre a Rua São José e Rua da Misericórdia (hoje Avenida Presidente Antônio Carlos). Do outro lado da Avenida, no fim da Rua São José, conseguimos apreciar toda a sua imponência.

Foto: Alexandre Siqueira.




segunda-feira, 28 de maio de 2018

Sobrado azulejado de 1873 na Rua do Catete


Um passeio pela Rua do Catete pode proporcionar uma volta ao passado. O conjunto arquitetônico da região, tombado pelo IPHAN, guarda características de meados e do final do século XIX. O imóvel da foto, localizado no nº 130, é datado de 1873, e tem como destaque os azulejos da fachada. Originalmente esses sobrados possuíam uso comercial em seu andar térreo, e residencial no andar superior. Atualmente a maioria apresenta uso comercial nos pavimentos térreos e superiores.

Foto: Leo Ladeira.  



sábado, 26 de maio de 2018

Construções históricas vistas do Morro da Urca


Nesta foto, tomada do Morro da Urca, pode-se ver a área de entrada para o bairro. Até o início da década de 20, esta região era totalmente diferente do que se vê no registro, pois ao longo da área onde hoje temos o Iate Clube do Rio, existiu a Praia da Saudade, que foi totalmente aterrada.

Na foto vê-se também algumas das construções tombadas que datam da segunda metade do século XIX e início do século XX, quando houve a Exposição Nacional de 1908, comemorativa do 1º centenário da Abertura dos Portos. O prédio do Museu de Ciências da Terra - o primeiro imponente prédio histórico, na seção central inferior da foto, da esquerda para a direita - era originalmente o Palácio dos Estados da Exposição e foi a única construção que chegou aos dias de hoje. Ao lado dele, mais adiante o Imperial Instituto dos Meninos Cegos (1854), hoje Instituto Benjamin Constant, que não era parte da Exposição. Mais à frente ainda, logo no início da Avenida, vemos a Escola de Comunicação da UFRJ, o "Palácio Universitário" em estilo neoclássico, originalmente Hospício Pedro II (rebatizado de Hospício Nacional de Alienados, com a chegada da República).

Ainda sobre a Exposição, o Pavilhão de Minas Gerais teve suas fundações preservadas, sobre as quais foi construída a Escola Municipal Minas Gerais, sendo portanto um resquício do imponente pavilhão.

Essa era a região de entrada para a Urca - bairro que só começou a existir efetivamente a partir do fim de 1922 e início de 23, quando começa a receber os primeiros prédios.

Foto: Alexandre Siqueira.




domingo, 20 de maio de 2018

Bar Luiz ameaça fechar as portas


A crise que assola a Rua da Carioca, no Centro do Rio, chegou ao Bar Luiz, um dos restaurantes mais tradicionais da cidade. Outrora frequentado pela nata da boemia carioca, o estabelecimento centenário hoje amarga uma crise sem precedentes. Se os proprietários atribuem a queda de clientes às dificuldades financeiras, à decadência da região e ao medo da violência, frequentadores se queixam do aumento dos preços, do atendimento e até da qualidade do chope, que no passado foi considerado um dos mais bem tirados da cidade! Esperamos que o Bar Luiz supere as dificuldades e volte a ser um guardião da alma do Rio.

Foto: Leo Ladeira.



sexta-feira, 18 de maio de 2018

Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro


No mesmo ano da inauguração do Palácio Tiradentes e do monumento de Tiradentes - 1926 - foi inaugurado também o antigo Palácio da Justiça, com a finalidade de abrigar a chamada Corte de Apelação. Durante todo o século XX, abrigou vários tribunais. De estilo eclético, o Palácio passou por obras de restauração há quase uma década e passou a abrigar o Centro Cultural do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro. Uma curiosidade: no exato terreno do prédio histórico, funcionou o Teatro da Praia de Dom Manuel, inaugurado em 1834.

Foto: Alexandre Siqueira.