Pesquise neste blog

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Ed. Beatris, exemplar do art déco na Rua do Rosário, Centro do Rio


Entre velhos sobrados e edifícios altos da Rua do Rosário, Centro do Rio, quase chegando à Uruguaiana, destaca-se o singelo Ed. Beatris (sim, com s), projetado em estilo art déco por Archimedes Memória e Francisco Cuchet em 1931. Chamam a atenção carrancas estilizadas de onde nascem as pilastras e esquadrias de ferro em losangos.

Foto: Leo Ladeira.



Chafariz da Praça São Salvador, com escultura atribuída a Louis Sauvageau


Na foto vemos o famoso chafariz da Praça São Salvador, de rara beleza. Tombado pelo INEPAC em 1998, o chafariz é composto de peças Val d'Osne escolhidas sob encomenda, além da escultura feminina atribuída a Louis Sauvageau. Há uma outra escultura idêntica localizada no Jardim Botânico e são as duas únicas obras do artista na Cidade.

Foto: Alexandre Siqueira.



domingo, 24 de setembro de 2017

Biblioteca do Museu Histórico Nacional no local onde existiu o Forte de Santiago


Na foto vemos o chamado Pátio de Santiago que dá acesso à Biblioteca do Museu Histórico Nacional. 

Neste local existiu, à beira-mar, o Forte de Santiago, construído em 1603 aos pés do Morro do Castelo, como unidade de defesa da cidade. Posteriormente o forte passou a abrigar a Prisão do Calabouço. 

Por ocasião da Exposição Internacional do Centenário da Independência, em 1922, o conjunto histórico foi reformado segundo projeto neocolonial dos arquitetos Archimedes Memória e Francisque Couchet. Ali funcionou o Pavilhão das Grandes Indústrias, construído por cima do velho fortim e demolido no final dos anos 30. 

Do forte sobreviveu apenas um pequeno trecho da antiga muralha, que ainda pode ser visto da Av. Alfredo Agache. 

Vemos nesta fachada os ornamentos da época da reforma de 22.
 
Foto: Leo Ladeira.


sábado, 23 de setembro de 2017

Local exato onde existia a (demolida) Igreja de São Pedro dos Clérigos, no Centro do Rio de Janeiro


Ao fundo, se vê a fachada posterior de um dos altos edifícios da Avenida Presidente Vargas na esquina com a Rua Miguel Couto. Antes da construção da Avenida, sabe o que havia no exato terreno onde hoje é sua pista lateral? A histórica (e tombada) Igreja de São Pedro dos Clérigos. Por esse local passava a Rua São Pedro e exatamente na esquina dela com a Miguel Couto (de onde o registro foi feito) estava localizada a Igreja, demolida com a construção da Presidente Vargas. De ambos os lados da atual Miguel Couto, ainda se pode apreciar várias construções históricas. O exemplar do lado esquerdo está tendo sua fachada restaurada (apenas a fachada, já que o imóvel foi demolido por dentro e está sendo reconstruído).
 
Foto: Alexandre Siqueira. 



segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Batistério da Igreja de Nossa da Candelária


Entre o rico patrimônio da Igreja de Nossa da Candelária, no Centro do Rio, está o batistério, com seu retábulo de autoria de Tunes Gomes Ribeiro e sua pia batismal em mármore. Encontra-se à esquerda da entrada principal da igreja e é guarnecido por porta de grades de ferro trabalhado. Na próxima visita à Igreja, não deixe de repará-lo!

Foto: Leo Ladeira.


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Castelinho do Flamengo, que em 2018 completa 100 anos


O famoso "Castelinho do Flamengo", que abriga o Centro Cultural Municipal Oduvaldo Vianna Filho, dispensa apresentações. Inserido na paisagem arquitetônica da Praia do Flamengo, desde o início do século passado (apesar de praticamente toda a sua vizinhança ter mudado por completo), o edifício histórico celebrará seu centenário ano que vem. 

Há dois anos, publicamos uma foto na página e hoje o registro mostra a totalidade de sua fachada eclética, que está precisando de restauro, apesar de ainda conservar todos os seus detalhes, que são muitos.

Parabéns antecipadamente ao querido Castelinho do Flamengo!

Foto: Alexandre Siqueira.


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O Solar dos Abacaxis em 2017 e seu (sofrível) atual estado de conservação


Há quatro anos, a Olhos de Ver - Patrimônio Histórico Rio de Janeiro registrou o belo Solar dos Abacaxis, no bairro do Cosme Velho, na Zona Sul da cidade. Agora em 2017, trazemos novo clique do chalé neoclássico em seu (sofrível) atual estado de conservação!

A antiga residência da poeta Anna Amélia Carneiro de Mendonça e do goleiro e historiador Marcos Carneiro de Mendonça (pais da crítica de teatro Barbara Heliodora) está repleta de pichações, com partes de reboco caindo, infiltrações e sem nenhum dos abacaxis em ferro fundido que batizaram a casa.

Sabe-se que o casarão construído em 1843, - e projetado por Jacinto Rabelo, discípulo de Grandjean de Montigny, pertence hoje a 13 herdeiros. Alguns eventos culturais e festas vêm sido realizados no local para levantar fundos para a reforma do imóvel histórico que é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).

Torcemos que a recuperação plena do Solar realmente aconteça!

Abaixo, foto do Solar há quatro anos, com os abacaxis de ferro e sem pichações:


 Fotos: Leo Ladeira.



sábado, 9 de setembro de 2017

Avenida Presidente Vargas completou 73 anos em 07/09/2017


Uma das mais importantes artérias da Cidade celebrou no dia 7 de setembro de 2017 seu aniversário. No Dia da Pátria, feriado nacional, a Avenida Presidente Vargas completou 73 anos.

Projetada no final dos anos 30, mas idealizada há bem mais tempo, a grande avenida foi inaugurada em 7 de setembro de 1944, ainda durante o Estado Novo, após o segundo grande "bota-abaixo" da Cidade, quando mais de 500 imóveis, alguns deles de grande importância para o patrimônio histórico da Cidade foram simplesmente demolidos, incluindo quatro templos religiosos (a bela Igreja de São Pedro dos Clérigos, que ficava à Rua de São Pedro - incorporada à pista lateral da Avenida; a Igreja de Bom Jesus do Calvário; a Igreja de Nossa Senhora da Conceição e a Capela de São Domingos, no Largo de São Domingos, também desaparecido), além da famosa Praça 11 de Junho, que existiu por mais de um século e meio até desaparecer por completo. 

No traçado da avenida também estava o Campo de Santana, que havia sido tombado em 1938, mas que foi suprimido em 18% de sua área após seu destombamento ter sido autorizado por Getúlio Vargas (o "retombamento" federal só aconteceu em 2015, apesar do Campo também ter sido tombado pelo Estado do Rio de Janeiro em 1968).
 
Foto: Alexandre Siqueira.


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Portão lateral do Centro Cultural da Justiça Federal, antigo Supremo Tribunal Federal


Vemos na foto o portão lateral do Centro Cultural da Justiça Federal, antigo Supremo Tribunal Federal. O edifício em estilo eclético projetado em 1905 por Adolfo Morales de Los Rios possui fachada inspirada no Renascimento francês e é um dos remanescentes da primeira geração da Av. Rio Branco, antiga Av. Central. Ao lado desta entrada existia um pequeno prédio comprado pela Justiça Federal para ser anexo do STF. Este prédio foi demolido e substituído por um alto e moderno, onde hoje funciona a Justiça Federal Seção Judiciária do RJ. Do lado direito do CCJF há um portão lateral idêntico, que fica ao lado da Rua Pedro Lessa.

Foto: Leo Ladeira.


Batalhão da Harmonia, belo exemplar de estilo eclético na Gamboa


Belo exemplar de estilo eclético de 1908, em plena Belle Époque carioca, o prédio do Batalhão da Harmonia (Praça da Harmonia, Gamboa) da PMRJ está em estado regular de conservação, ainda exibindo os detalhes arquitetônicos projetados por Heitor de Mello. Também à Praça da Harmonia, um outro prédio tombado, que faz parte do conjunto arquitetônico do Moinho Fluminense, tem projeto de revitalização aguardando ser concretizado. Esperamos que saia do papel um dia!
 
Foto: Alexandre Siqueira.